Casa Batlló: uma casa mágica!

fachada_batllo

Parada diante da Casa Batlló busco referências para o que vejo. Meus olhos se fixam nas cores, nas formas e minha mente voa! Imaginar está permitido. Vejo a Casa Batlló como uma nuvem, cujas formas são definidas pelo nosso olhar. Basta ser um pouco criança, um pouco sonhador, um pouco louco para ver nas cores e formas o que queremos.

Em poucos segundos a fachada se transforma em um baile de carnaval, onde os participantes esconde sua identidade através de máscaras. O confete colorido decora o prédio de azul, amarelo e verde. Fecho os olhos para escutar a marchinha de carnaval e vejo pierrots e colombinas bailando no telhado. Palhaços, feitos de mosaico, nos convidam a bailar ao ritmo carnavalesco, enquanto a arquitetura gaudiniana subverte todas as formas conhecidas. Toda esta festa é observada por um dragão que, no alto do edifício, vigila os visitantes admirados.

Lombo do dragão

Lombo do dragão

A visita a esta casa é um constante abrir e fechar a boca de admiração, um constante arregalar os olhos diante de soluções inovadoras e espetaculares. É um constante não acredito no que vejo e um constante como ele pode fazer isto? É bem capaz do audioguia, recebido gratuitamente, ficar esquecido. Enquanto a voz te conta que Gaudí se inspirou no mar, na lenda de São Jorge, na natureza e no carnaval para reformar a casa, a sua vontade é tocar em cada detalhe para sentir na pele uma casa que não é museu e sim experiência. A casa ganha vida através do videoguia, um tablet de realidade aumentada, que nos mostra como eram os cômodos da casa e os elementos que inspiraram Gaudí. Não se surpreenda se uma tartaruga passar voando sobre a sua cabeça ou se um cogumelo gigante se formar diante dos teus olhos.

Videoguia

Videoguia

Entrada escada que leva ao apê principal.

Entrada escada que leva ao apê principal.

Janela sala principal

Janela sala principal

No interior da casa deixe-se levar pelas formas onduladas, pelas cores dos vitrais. Se entregue ao fundo do mar, ao azul embriagante dos azulejos, ao toque frio da cerâmica. Pare, olhe! Curta o momento, sinta. A casa é sensação. Não se sinta tímido e passe a mão no corrimão, nas portas, nos puxadores, no vidro do parapeito. Gaudí é olhar, mas também é tato. Para ver é preciso sentir. Como cegos lemos Gaudí em Braile e chegamos no alto da casa.

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Degrade do pátio de luz!

teto em forma de redemoinho.

teto em forma de redemoinho.

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escada

Um corredor de arcos brancos, como a neve, e escadas em caracol nos levam ao telhado da casa. Em um dia de Sol, o astro rei tenta nos confundir com sua luz enciumada e seus raios dourados tentam ofuscar o vermelho, o amarelo, o azul e o laranja dos mosaicos e da cerâmica. No entanto, o dragão de São Jorge está no alto. Imponente e esplendoroso, talvez um pouco adormecido, ele afugenta os raios invejosos. Quando entramos no interior do dragão o som da água corrente suavizam a pelea entre o astro rei e o dragão. Não existe disputada mais desigual, afinal, Gaudí é o grande mestre. Para eles resta a resignação e o papel de coadjuvantes no teatro arquitetônico da Casa Batlló. 

asotea_gaudi

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Depois de percorrer Gaudí por completo, os últimos passos serão de nostalgia, de vazio…Como ir embora depois de ter tantas cores e formas dentro da gente? Neste momento eu suspiro de alivio! Afinal, a Casa Batlló sempre está no meu caminho. E você? Qual será o seu suspiro?

Algumas informações adicionais:

A casa foi reformada entre 1904 e 1906, Gaudí trabalhou no apartamento principal, no sótão e no telhado. A casa pertenceu a família Batlló, donos de uma fábrica de fios e linhas e de outros negócios na cidade. O edifício original era clássico e simples. Os senhores Batlló queria algo diferente, espetacular e por isto contrataram Gaudí. Os donos da casa deram total liberdade para o arquiteto que usou toda a sua imaginação na reforma. Além de decorar o prédio, Gaudí deixou os apartamentos e o sótão mais funcionais. Na época, os donos moravam no primeiro andar e o resto dos apartamentos eram alugados. Atualmente, a casa pertence a família Bernat que mora em um dos apartamentos. Depois de uma longa reforma, a casa Batlló foi aberta a visitação em 2002, ano de Gaudí.

Organizando à visita:

  • A Casa Batlló está aberta a visitação todos os dias do ano das 9h às 21h.
  • Compre o ingresso antecipado, principalmente se você vem a Barcelona no verão, final do ano e semana santa. Entre aqui para comprar o ingresso!
  • Reserve mais de 1 hora para a visita, se você usar o audioguia ou o videoguia. O audioguia está incluído no valor de entrada e o videoguia se paga à parte. O Videoguia é melhor que o audioguia, porque nos ajuda a ver como a casa era habitada e também em que se inspirou Gaudí para fazer a reforma.
  • Como chegar: Metro L2, L3 e L4. Estação Passeig de Gràcia.

Quer ver a Casa Batlló por dentro? Veja o vídeo que fiz!

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